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A Premix, empresa nacional líder em nutrição animal, concluiu a segunda etapa anual da Ronda de Treinamentos Técnicos de sua equipe. Voltado à capacitação da área comercial, que estão no dia a dia do campo, o treinamento tem como objetivo prepará-los não apenas para vender, mas oferecer o melhor produto e agregar serviços ao cliente.

Com o tema “Águas e Reprodução”, a série de treinamentos do segundo semestre teve seu primeiro encontro em Cuiabá (MT), entre os dias 10 e 12 de outubro, onde participaram as equipes dos Estados do Mato Grosso, Rondônia e Acre.

Na semana seguinte, foi a vez das equipes que representam os Estados do Tocantins, Pará e Maranhão participarem do treinamento, que aconteceu em Araguaína (TO), entre os dias 17 e 20 de outubro.

A terceira Ronda de Treinamentos foi realizada no Centro de Treinamento Premix, em Patrocínio Paulista (SP), entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, contando com a participação das equipes dos Estados de Minas Gerais e Goiás.

O último treinamento da série foi realizado também no Centro de Treinamento Premix, em Patrocínio Paulista (SP), entre os dias 7 e 9 de novembro, com as de equipes São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, finalizando a Ronda de Treinamentos Técnicos 2016.

Marco Guidolin, diretor Comercial da Premix, destaca a importância da capacitação das equipes, reforçando que o conhecimento compartilhado é um dos pilares que sustentam a marca da empresa.

Para Daniel Guidolin, diretor Administrativo da Premix, os treinamentos são prioritários. “Ao levar o conhecimento ao campo e do campo para a empresa, estamos efetivamente contribuindo para a evolução do agronegócio, que faz parte de nossa missão”, conclui.

Sobre a Premix

O Grupo Premix tem como objetivo oferecer soluções em nutrição integradas. Com a missão de contribuir para evolução do agronegócio com um olhar no futuro, por meio de inovação, relacionamento e conhecimento compartilhado, o Grupo reúne as empresas Premix, indústria nacional líder em nutrição animal que atua há 38 anos no mercado, Green Fertilizantes e Sementes Paulista, e possui escritório central em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

A companhia oferece produtos de alta qualidade e consultoria especializada, disponibiliza aos clientes o seu know-how e produtos voltados para a qualidade do pasto, manejo correto e nutrição adequada de bovinos de corte e de leite, equinos, ovinos e caprinos conforme o clima e época do ano em cada região do País, categoria animal e fase de desenvolvimento.

Com moderna estrutura de produção e distribuição, a Premix também possui fábricas próprias em Patrocínio Paulista (SP), Presidente Prudente (SP) e Araguaína (TO), além de centros de distribuição em Juara (MT), Itumbiara (GO), Maringá (PR) e Campo Grande (MS). A companhia investe constantemente em inovação e desenvolvimento tecnológico de novos produtos com pesquisas e parcerias com as mais renomadas instituições de ensino do Brasil.

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Fonte: PREMIX

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A noite do dia 10 de novembro marcou a concretização de um dos objetivos que foram idealizados pela Premix em 2016. Empresa líder nacional em nutrição animal, a Premix foi escolhida como uma das melhores empresas para se trabalhar nas regiões de Ribeirão Preto, Araraquara e região.

No evento, promovido pelos jornais A Cidade e Tribuna Araraquara, em parceria com o Great Place to Work (GPTW), empresa de certificação internacional, a Premix foi premiada como a 4ª melhor empresa para se trabalhar na categoria de médias empresas, que possuem entre 100 e 999 colaboradores.

Ao todo, foram 47 as empresas que se inscreveram na região. Vinte delas foram qualificadas, sendo quatro grandes empresas, com mais de 1.000 colaboradores; 11 empresas de médio porte, das quais a Premix foi escolhida, e cinco empresas pequenas, com até 99 colaboradores.

A festa de premiação ocorreu no espaço de eventos Cauliflora, em Ribeirão Preto, e contou com a participação de várias personalidades regionais, diretores e gerentes das empresas, jornalistas e do presidente do Instituto Great Place to Work, Rui Shiozawa.

A Premix possui 263 colaboradores, distribuídos entre oito instalações, que vão desde o escritório corporativo, em Ribeirão Preto (SP), unidades fabris em Patrocínio Paulista (SP), Presidente Prudente (SP) e Araguaína (TO), e centros de distribuição localizados em Itumbiara (GO), Campo Grande (MS), Juara (MT) e Maringá (PR).

Nos últimos anos, a empresa vem aprimorando sua gestão de pessoas com o objetivo de contribuir para um ambiente de trabalho cada vez mais saudável e ético, com pessoas felizes, engajadas, encantadas e integradas em um objetivo comum.

A pesquisa foi realizada em julho deste ano, nas unidades de Patrocínio Paulista, Presidente Prudente e Ribeirão Preto. Todos os colaboradores foram convidados a participar, através de um modelo de pesquisa com respostas confidenciais.

Flávia Borin, gerente de RH da empresa, comenta que desde 2014 a empresa busca melhorar seus processos com a gestão de pessoas, através da implantação de um RH mais direcionado ao desenvolvimento das pessoas e na promoção de um ambiente saudável para todos.

A Premix acredita que um bom local para se trabalhar irá gerar talentos comprometidos com os objetivos da empresa e de nossos clientes. “O reconhecimento deste esforço foi a certificação das políticas implantadas, que estão no caminho certo para gerar uma gestão de confiança, satisfação e orgulho”, destaca Daniel Guidolin, diretor Administrativo da Premix.

Fonte: Premix

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No dia 4 de novembro, a Premix, empresa nacional líder em nutrição animal, recebeu o troféu Touro de Ouro 2016, na categoria “Aditivo para Núcleo, Suplemento e Ração”.

O prêmio, concedido pela revista AG, através de pesquisa realizada junto aos seus leitores, foi entregue ao gerente de Marketing, Fernando Avona, que representou a empresa no evento, realizado na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB), em São Paulo (SP).

Avona destacou a importância da premiação oferecida pela revista. “Ao premiar as melhores empresas do agronegócio nacional, a revista AG valoriza o principal motor econômico do País, que representou cerca de 23% do PIB brasileiro em 2015. Agradecemos aos leitores que nos mostram que estamos no caminho certo, seguindo nossa missão de contribuir para a evolução do agronegócio”, ressalta.

Sobre a Premix

O Grupo Premix tem como objetivo oferecer soluções em nutrição integradas. Com a missão de contribuir para evolução do agronegócio com um olhar no futuro, por meio de inovação, relacionamento e conhecimento compartilhado, o Grupo reúne as empresas Premix, indústria nacional líder em nutrição animal que atua há 37 anos no mercado, Green Fertilizantes e Sementes Paulista, e possui escritório central em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

A companhia oferece produtos de alta qualidade e consultoria especializada, disponibiliza aos clientes o seu know-how e produtos voltados para a qualidade do pasto, manejo correto e nutrição adequada de bovinos de corte e de leite, equinos, ovinos e caprinos conforme o clima e época do ano em cada região do País, categoria animal e fase de desenvolvimento.

Com moderna estrutura de produção e distribuição, a Premix também possui fábricas próprias em Patrocínio Paulista (SP), Presidente Prudente (SP) e Araguaína (TO), além de centros de distribuição em Juara (MT), Itumbiara (GO), Maringá (PR) e Campo Grande (MS). A companhia investe constantemente em inovação e desenvolvimento tecnológico de novos produtos com pesquisas e parcerias com as mais renomadas instituições de ensino do Brasil.

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Fonte: PREMIX

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Os distúrbios ortopédicos podem ser advindos de vários fatores, sendo eles hereditários ou adquiridos. Normalmente, estes distúrbios são chamados de DODs (Distúrbio Ortopédico do Desenvolvimento), os quais podem interferir no desenvolvimento da formação dos ossos (ossificação endocondral) e nas articulações dos potros.

São conhecidos quatro tipos de distúrbios ortopédicos: a Osteocondrose, que é uma deformidade ou alteração na formação óssea, com lesões subcondrais ou cística e/ou osteocondrite dissecante; as Deformidades Angulares, que são os desvios ósseos; as Deformidades Flexurais e as Fisites, que é a infiltração da fise óssea.

Diversos fatores podem contribuir para a formação destes distúrbios ortopédicos. Entre eles destacam-se a hereditariedade, que é genética; a nutrição, quando há excesso energético na dieta; o exercício físico precoce; traumas e disfunções hormonais, como o hipotireoidismo.

Entre os fatores hereditários, pode-se considerar as raças de maior porte, que tendem a desenvolver o DOD, justamente por causa do seu tamanho. Outro fator pode ser problema de conformação, massa corpórea e estrutura óssea exacerbada. Isto ocorre em função do excesso de pressão nas placas de crescimento ósseo.

A nutrição errônea também está entre os principais fatores de desenvolvimento de DODs. O fornecimento de dietas ricas em energia pode acelerar o crescimento ósseo, fazendo com que o processo de multiplicação e diferenciação celular cartilaginosa seja insuficiente, provocando uma falha na ossificação endocondral, além de deixar a placa óssea metafisária espessada e com baixa superfície cartilaginosa, que faz com que os tecidos moles adjacentes não consigam acompanhar o crescimento ósseo.

Um outro aspecto que favorece o desenvolvimento de DODs está relacionado ao fornecimento inicial de ração aos potros, que ocorre quando eles estão sendo aleitados, no máximo com três meses de idade. Isto é fundamental, já que o leite fornecido pela égua não é mais nutricionalmente eficaz e o potro poderá não ter uma perda significante de peso ao desmame. Quando o potro não está acostumado à ingestão de ração e, ao ser desmamado começa a perder peso, automaticamente o seu dono irá aumentar a quantidade de ração, na intenção de um ganho compensatório, ou seja, ganha peso de uma vez só rapidamente. Este é um dos piores momentos para potro, pois o ganho de peso e o seu crescimento são abruptos, levando ao início de DODs.

O desbalanço mineral está ligado não somente à dieta (ração/volumoso), mas também à capacidade de sua absorção pelo organismo. Muitas dietas contêm baixos níveis de minerais ou até mesmo níveis adequados. Porém, a digestibilidade é baixa e a quantidade suficiente para manutenção do animal não está sendo absorvida. Se ele ainda estiver em crescimento, existe a possibilidade de sofrer alterações em seu desenvolvimento.

Os minerais relacionados a calcificação endocondral são cálcio, fósforo, zinco e cobre. O excesso de fósforo na dieta imobiliza a utilização de cálcio pelo organismo. Existe uma relação de 2:1 que deve ser preservada (cálcio/fósforo). O cálcio é fundamental para todo o processo de ossificação e a sua falta pode gerar DOD. O consumo insuficiente de cobre também é prejudicial à formação óssea, já que este está envolvido na estabilização do colágeno e na síntese de elastina óssea. A sua deficiência pode levar às fisites e contraturas de tendões flexores. A ingestão excessiva de zinco diminui a absorção de cálcio e cobre, que também está intimamente ligada às doenças do desenvolvimento.

Sendo assim, podemos concluir que a prevenção das doenças ortopédicas do desenvolvimento começa com uma boa alimentação da égua na sua fase de prenhez, quando é necessária uma dieta contendo um nível maior de proteína e qualidade de minerais, a fim de produzir um leite de boa qualidade e nutritivo para o potro, tendo um volumoso de qualidade e suplementação mineral diária.

Porém, devemos evitar a obesidade nas éguas, que pode contribuir para a formação das deformidades angular e flexural devido à diminuição de espaço intrauterino. Por isso, é importante, no caso de uso de receptoras, que o porte delas seja suficientemente adequado para gerar o embrião de doadoras de porte grande. Isso também pode interferir no desenvolvimento do potro ainda durante a fase gestacional e levar a defeitos flexurais e angulares ao nascimento.

A prevenção destas intercorrências deve ocorrer logo aos 30 dias de idade, com o início de arraçoamento, seguindo até os 18 meses, utilizando para isto produtos apropriados para o potro em seu desenvolvimento e que tenha alta digestibilidade.

Thiago Centini é médico veterinário, Mestre em nutrição e fisiologia do exercício de equinos e Coordenador Técnico de Equinos da Premix

Fonte: PREMIX

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A Premix, empresa nacional líder em nutrição animal, participou do 3º Dia de Campo da Fazenda Santa Luzia, de propriedade de Marisa Martins Pereira e Outros, localizada no município de Getulina (SP), no dia 22 de outubro.

O evento, realizado em parceria com a Gene Tatuapé, trouxe palestras, treinamentos e visita aos piquetes da propriedade, além de apresentar, pela primeira vez, animais oriundos da conexão Delta Gen.

A Premix foi representada por Marcos Biehl, gestor nacional de Cria, e pelo representante comercial na região, Arnaldo Limede, que recepcionaram os participantes, apresentando os produtos utilizados no rebanho de cria e recria, além de tirar dúvidas quanto aos seus protocolos nutricionais.

Sobre a Premix

O Grupo Premix tem como objetivo oferecer soluções em nutrição integradas. Com a missão de contribuir para evolução do agronegócio com um olhar no futuro, por meio de inovação, relacionamento e conhecimento compartilhado, o Grupo reúne as empresas Premix, indústria nacional líder em nutrição animal que atua há 37 anos no mercado, Green Fertilizantes e Sementes Paulista, e possui escritório central em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

A companhia oferece produtos de alta qualidade e consultoria especializada, disponibiliza aos clientes o seu know-how e produtos voltados para a qualidade do pasto, manejo correto e nutrição adequada de bovinos de corte e de leite, equinos, ovinos e caprinos conforme o clima e época do ano em cada região do País, categoria animal e fase de desenvolvimento.

Com moderna estrutura de produção e distribuição, a Premix também possui fábricas próprias em Patrocínio Paulista (SP), Presidente Prudente (SP) e Araguaína (TO), além de centros de distribuição em Juara (MT), Itumbiara (GO), Maringá (PR) e Campo Grande (MS). A companhia investe constantemente em inovação e desenvolvimento tecnológico de novos produtos com pesquisas e parcerias com as mais renomadas instituições de ensino do Brasil.

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Fonte: Premix

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A pecuária de corte nacional vem passando por inúmeras transformações nos últimos anos. A redução da duração do ciclo de produção vem se tornando uma necessidade constante para o incremento da produção de arrobas por hectare. A suplementação de bezerros ao pé (fase de aleitamento) pode ser considerada uma alternativa de manejo que proporciona um maior ganho de peso ao desmame (FAULKNER et al. 1994), aumento do escore de condição corporal das matrizes (PRICHARD et al. 1989), redução do estresse e possibilidade de expressão do potencial genético dos animais.

O bezerro neonato, devido à funcionalidade dos pré-estômagos, pode ser considerado um monogástrico, pois possui uma estrutura anatômica chamada de goteira esofágica, que envia o alimento líquido diretamente para o seu estomago verdadeiro (abomaso). Porém, com o início da ingestão de alimentos sólidos, a goteira começa a perder sua função, possibilitando, assim, o início do desenvolvimento dos pré-estômagos e papilas ruminais, influenciados pela ação dos ácidos graxos de cadeia curta provenientes da fermentação. Por causa disso, devemos fornecer o suplemento para o bezerro em cochos especiais, chamados de creep feeding, que possibilitam o acesso unicamente dos bezerros, em função da altura da proteção ao redor da estrutura.

A desmama tradicional, realizada por volta do sétimo mês de idade, segue a curva de lactação da vaca de corte. Além da raça ou grupo genético, a produção de leite de vacas sob pastejo depende tanto da qualidade e quantidade da forragem disponível quanto da reserva de nutrientes que armazena antes do parto, o que influenciará diretamente o peso à desmama (RODRIGUES & CRUZ, 2003). Em sua pesquisa, Robison et al. (1978) verificaram que até o quarto mês de lactação a energia para manutenção e ganho de peso dos bezerros é suprida exclusivamente com o leite; porém, apresenta déficit a partir do quinto mês de idade.

Os bezerros intuitivamente procuram a suplementação após 40 dias de vida, sendo que o consumo médio de suplemento até a desmama irá variar de acordo com o produto utilizado (250 a 500 g/dia). No experimento realizado por Nogueira et al. (2006), o consumo médio de suplemento pelos bezerros foi de 610 g/dia, perfazendo um consumo total de 82,3 kg até a desmama, sendo que o consumo médio diário mensal foi de 0,11, 0,25, 0,56, 1,01 e 1,20 kg para os meses de janeiro, fevereiro, março, abril e maio, respectivamente, aumentando com a idade dos bezerros. Contudo, o peso à desmama poderá variar de 15 a 30 kg superior à desmama dependendo do suplemento utilizado e do potencial genético dos bezerros.

Procópio et al. (2015, dados não publicados), avaliaram o Programa Suplementar Alimentar Intensivo (PSAI) em bezerros desmamados aos 7 meses de idade e obtiveram uma diferença de 33 kg para os machos (229 vrs. 196 kg) e 27 kg para as fêmeas (206 vrs. 179, para suplementados e não suplementados, respectivamente). Outro fato importante observado foi a distribuição dos pesos, onde 84,2% dos machos suplementados apresentaram um peso à desmama superior à 210 kg, enquanto 73,8 % das fêmeas foram desmamados com peso superior à 200 kg.

Com o objetivo de testar estratégias de manejo nutricional durante o aleitamento de bezerros F1 (Angus x Hereford), Faulkner et. al. (1994) avaliaram o impacto da utilização do creep feeding sobre o desempenho destes animais. Os autores observaram um efeito linear para o ganho de peso (p<0,001) e para peso ao desmame (p<0,05), sendo que, à medida em que foi maior o aporte de suplemento, o desempenho foi superior.

Ao avaliar o consumo de pasto de bezerros suplementados no sistema creep feeding, ou não suplementados, Fernandes et al. (2012) concluíram que o consumo de matéria seca da pastagem foi menor para os animais suplementados, evidenciando um efeito de substituição do pasto pelo concentrado. A substituição média foi de cerca de 0,78 g de consumo de pasto por g de concentrado ingerido e isso comprova que cerca de 78% do consumo de concentrado foi compensado pela redução no consumo de pasto dos animais.

A suplementação ainda na fase de aleitamento demonstra ser uma importante ferramenta complementar nos projetos que visam antecipar a idade ao abate de machos e a idade ao primeiro parto das fêmeas destinadas à reposição. Os dados aqui demonstrados sugerem que a suplementação de bezerros pela técnica do creep feeding pode ser utilizada para melhorar ou garantir o desempenho dos animais, pelo efeito aditivo ou pelo aporte satisfatório de nutrientes, no momento que a produção de leite começa a não mais atender as exigências nutricionais dos bezerros.

Marcos Vinicius Biehl é Médico Veterinário, Doutor em Ciências e Gestor Nacional de Cria da Premix

Fonte: Premix

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Nos últimos anos, muitas pesquisas têm sido realizadas com o objetivo de entender como a nutrição materna afeta a saúde e a produtividade durante o período pós-natal. Sabe-se que a nutrição materna durante a prenhez desempenha função essencial sob o desenvolvimento fetal e placentário, afetando diretamente a saúde e a produtividade de prole.

Quando o manejo nutricional da matriz é deficiente, a subnutrição é uma consequência imediata, sendo reportadas severas complicações na produção animal, que incluem o aumento da mortalidade neonatal, disfunções respiratórias e intestinais, crescimento neonatal retardado e diferenças no diâmetro das fibras musculares. Como resultado ocorre a redução na qualidade da carne.

Um aumento no suprimento de aminoácidos possui grandes implicações na programação fetal, pois quando a dieta é deficiente em cisteína ou taurina, grande parte da metionina é utilizada para conversão destes dois aminoácidos. Assim, a deficiência destes aminoácidos possui efeitos duradouros sobre os efeitos epigenéticos no desenvolvimento do feto.

Com a subnutrição das fêmeas, ainda durante a placentação e estabelecimento do sistema vascular materno-fetal, é reduzida a transmissão das quantidades necessárias de nutrientes e de oxigênio, sendo estes muito exigidos durante o terço final de gestação.

Com relação ao desenvolvimento muscular, o período fetal é crítico para o desenvolvimento das fibras musculares, pois após o nascimento não há aumento no número de fibras musculares. Em um experimento realizado por Greenwood, onde demonstraram que machos com 30 meses de idade, oriundos de fêmeas submetidas a restrição nutricional durante a gestação, tiveram um peso corporal e peso de carcaça inferior quando comparados à machos oriundos de vacas com nutrição adequada, demonstrando que o crescimento muscular foi prejudicado.

Além dos efeitos produtivos, ainda são reportados efeitos reprodutivos, onde novilhas oriundas de fêmeas submetidas à suplementos proteicos durante o terço final de gestação obtiveram a taxa de prenhez superior quando comparadas a novilhas oriundas de vacas não suplementadas. Em um segundo estudo, a suplementação proteica das vacas influenciou a puberdade das filhas, pois um maior número de fêmeas atingiu a puberdade, quando comparadas as filhas de vacas não suplementadas.

Os efeitos de uma correta suplementação das matrizes sobre o seu próprio desempenho reprodutivo são notáveis, em um experimento realizado por Nepomuceno, onde vacas foram submetidas à uma suplementação proteica obtiveram taxa de retorno à ciclicidade no pós-parto precoce 13 % superior e aumento na taxa de prenhez de 4,8%, quando comparadas a vacas não suplementadas em um mesmo escore de condição corporal.

Um fato potencial associado à subnutrição durante a gestação é o aumento exponencial de substâncias oxidativas no corpo da matriz, sendo que a subnutrição leva à uma redução de substâncias antioxidantes, estas, por sua vez, desempenham consequências negativas para o feto à curto e longo prazo. Assim, a suplementação adequada com Selênio visa prevenir possíveis efeitos deletérios causados pelos radicais livres.

Portanto, é notório o efeito da suplementação mineral proteica durante a fase gestacional, assim, com o objetivo de suprir as necessidades de aminoácidos como já citados, devemos ter em mente a utilização de produtos de suplementação animal que contenham em sua formulação fontes de proteína verdadeira que propiciarão um aporte de nutrientes necessários para o desenvolvimento fetal adequado, refletindo na produtividade do sistema de cria.

Marcos Vinicius Biehl é Médico Veterinário, Doutor em Ciências e Gestor Nacional de Cria da Premix

Fonte: Premix

 

Atualmente, o foco para a utilização dos cavalos tem se voltado ao esporte, com um leque de atividades cada vez mais diversificado, o que demostra a grande importância e a crescente dimensão econômica na criação de cavalos no Brasil. O principal desafio de se criar cavalos hoje é produzir animais saudáveis e resistentes, visto que, com a profissionalização do setor, os animais são cada vez mais desafiados.

Devido aos custos elevados da alimentação, novas alternativas passaram a ser exploradas nos últimos anos e, por isso, o aditivo para equinos vem ganhando mais expressão. Entre os aditivos utilizados na produção animal, destacam-se os probióticos, os quais trazem benefícios à saúde do hospedeiro, não deixam resíduos nos produtos de origem animal e não promovem resistência às drogas. Contém microrganismos e substâncias que propiciam o balanceamento microbiano intestinal adequado e contribuem efetivamente para a melhoria na absorção dos nutrientes pelo organismo animal.

Nessa linha de raciocínio, as leveduras têm sido administradas aos animais há centenas de anos, seja na forma de mosto fermentado, subprodutos de fábricas e destilarias ou como produtos comerciais especialmente produzidos para alimentação animal.

Várias pesquisas estão sendo conduzidas para demonstrar a importância do equilíbrio na microbiota intestinal, visando melhorar o aproveitamento alimentar e o desenvolvimento do animal. Uma das estratégias adotadas é o uso de leveduras vivas como a Saccharomyces cerevisae.

O conceito de probióticos foi relatado pela primeira vez em 1907, onde foi observado que o consumo de leite fermentado por um grupo étnico específico foi responsável por uma maior longevidade, sugerindo que estes produtos manipulavam a microbiota intestinal, auxiliando no equilíbrio das bactérias patogênicas e não patogênicas. A estabilização da microbiota no intestino ajuda o animal a resistir a infecções, particularmente do trato gastrointestinal, mas este equilíbrio pode ser influenciado pela dieta e por fatores ambientais.

Os probióticos são usados para proporcionar enzimas digestivas e tentar estabelecer um equilíbrio desejável dos organismos intestinais. O modo de ação dos probióticos ainda é discutido, porém possíveis mecanismos são descritos, tais como a alteração do metabolismo microbiano, pelo aumento ou queda da atividade enzimática, e a simulação de imunidade pelo aumento do nível de anticorpos, ou aumento da atividade macrófaga.

Alguns pesquisadores realizaram estudos para analisar a influência de probióticos na alimentação equina e observaram que a suplementação com a levedura Saccharomyces cerevisiae melhorou a digestibilidade, ressaltando a estratégia de usar a levedura para estimular a digestão da celulose e melhorar o estado nutricional de cavalos submetidos a dietas com concentrado e volumoso. Como se pode observar, a dieta é apenas um dos sérios fatores que podem influenciar os resultados de cavalos, especialmente de animais submetidos a maiores exigências físicas.

Thiago Centini é médico veterinário, Mestre em nutrição e fisiologia do exercício de equinos e Coordenador Técnico de Equinos da Premix.

Fonte: PREMIX

 

O período mais importante na vida de uma vaca leiteira compreende os 30 dias da data prevista para o parto e os 21 dias que se seguem. É nesta fase que toda a lactação poderá ser maximizada ou penalizada, dependendo do manejo com os animais.

De maneira geral, espera-se de uma vaca leiteira a produção máxima de seu potencial genético e que ela tenha o mínimo de distúrbios metabólicos, entre eles, o deslocamento de abomaso (giro na posição do estômago verdadeiro), cetose (intoxicação por corpos cetônicos produzidos pelo fígado), a retenção de placenta e a hipocalcemia (déficit de cálcio na corrente sanguínea), que, segundo levantamentos de pesquisadores norte-americanos, podem levar o produtor a gastar de US$ 150 a US$ 500 por vaca no período de lactação caso sofra dessas enfermidades.

Dentre todos os manejos para se prevenir as ocorrências desses problemas está a mensuração do consumo de matéria seca por esses animais. É na matéria seca, ou seja, no alimento, que se encontram os nutrientes necessários para que o animal desempenhe todas as suas funções metabólicas. Ela também pode fortificar o sistema imunológico que porventura venha a se comprometer devido à baixa ingestão de nutrientes nessa fase.

No terço final da gestação ocorre o maior crescimento do bezerro no útero materno. Após o parto, a vaca tem a capacidade ruminal comprometida, além de ter que produzir leite e estar apta a se reproduzir novamente. O grande problema é que a vaca só consumirá o máximo de matéria seca após os 90 dias pós-parto e o pico de lactação se dará aos 60 dias pós-parto.

Nessa fase, como a produção é maior do que a ingestão de nutrientes, entende-se que a vaca está em balanço energético negativo, comprometendo o seu desempenho futuro. Daí a importância de se medir exatamente o que o animal está ingerindo de matéria seca, para que se possa colocar nela todos os nutrientes necessários.

A ingestão de matéria seca nesta fase está diretamente relacionada a outro manejo que se pode lançar mão para evitar os distúrbios: o escore corporal. Para vacas leiteiras, utiliza-se como parâmetros a escala de 1 a 5, sendo o escore 1 para animais muito magros, e escore 5, para os animais muito gordos.

No entanto, mais importante do que o escore corporal que o animal se encontra ao parto, é a diferença na mudança deste escore. Por exemplo, se uma vaca vai parir com escore 4 e, aos 10 dias pós-parto esse animal estiver com escore 2, será mais prejudicial do que uma vaca parindo com escore 3,5 e, aos 10 dias pós-parto, estiver com 2,5. A diferença de perda de escore na primeira situação, que seria de 2 pontos, é mais prejudicial do que a diferença da segunda situação que seria de 1 ponto.

Essa situação de mudança no escore corporal no período de transição pode levar o animal a um quadro de cetose. A cetose nada mais é do que a incapacidade do fígado em metabolizar a gordura corporal que a vaca utilizou para suas demandas energéticas. Quando falta alimentação adequada nesta fase, o animal mobiliza gordura corporal para a produção de leite e a manutenção de suas funções fisiológicas. O problema se agrava quando o fígado, para se livrar dessa gordura, começa a metabolizá-la em compostos chamados corpos cetônicos, como o beta hidroxi butirato, e o joga na corrente sanguínea. Esse composto é tóxico ao animal e, se não for feito um tratamento para diminuir este processo, poderá levá-lo à morte ou comprometer a produção em toda a lactação. Para prevenir o quadro de cetose pode-se mensurar os níveis de beta hidroxi butirato na corrente sanguínea, sendo que o nível para tratamento com propilenoglicol será de 12,4 mg/dL de BHBA, mensurados aos cinco e nove dias após o parto.

A hipocalcemia também é um distúrbio caracterizado pela ineficiência da vaca em mobilizar cálcio para as suas funções fisiológicas. Ao parir, o animal aumenta em muito sua necessidade de cálcio, pois consome pouca matéria seca e ainda tem que produzir muito colostro e leite, além de, antes do parto, ter um esqueleto fetal em formação que demandava muito desse metal alcalino. Manipular o processo de retirada do cálcio do esqueleto da vaca é uma das formas de prevenir esse distúrbio. A hipocalcemia pode ser o estopim para diversas anomalias após o parto, como metrites, cetoses e, principalmente, doenças ligadas ao sistema imune do animal.

Utilizar suplementos aniônicos no pré-parto é uma das alternativas para que a mobilização do cálcio dos ossos para a corrente sanguínea seja mais efetiva. A dieta aniônica tem por objetivo deixar o receptor do paratormônio (hormônio responsável pela retirada do cálcio ósseo para a corrente sanguínea) mais ativo. Esse receptor é pH-dependente, sendo que, quanto mais ácido for o meio fisiológico, maior será a resposta desse receptor. Portanto, um modo de se verificar se a dieta aniônica para prevenção de hipocalcemia está funcionando é a simples mensuração do pH urinário, que é levemente alcalino (ao redor de 8,0). Ao lançar mão de suplementos aniônicos, ricos em ânions como cloro e enxofre, este pH pode chegar à 5,5 a 6, mostrando que o animal provavelmente está mobilizando mais cálcio para as suas funções.

A retenção de placenta também é outro problema que acomete os animais na parição. É a doença que abre portas para as demais enfermidades e está relacionada com ingestão de selênio e vitaminas, além de manejo ambiental aos 30 dias antes da data prevista para o parto. Portanto, para a prevenção de retenção de placenta, além do uso de suplementos minerais de alta biodisponibilidade, como selênio, cobre, zinco e vitamina E, a adoção de dieta aniônica também favorece a diminuição dessa enfermidade.

Animais em ambientes com alto desafio de estresse, como calor, barulho excessivo, muita movimentação, camas desproporcionais e, principalmente, dietas de baixa qualidade, também podem aumentar os índices de retenção de placenta.

Sendo assim, para que se possa dar condições aos animais expressarem o máximo de seu potencial genético, é de extrema importância que o manejo nutricional seja bem realizado aos 21 dias pré-parto e aos 21 dias após o parto. No entanto, deve-se também lançar mão de manejos voltados ao conforto e sanidade para que uma vaca faça apenas quatro coisas na propriedade: coma, descanse, rumine e produza. Caso contrário, ela estará pensando. E vaca que pensa, não produz!

Liéber Garcia é mestre em zootecnia e coordenador de pecuária leiteira da Premix

Fonte: PREMIX